quinta-feira, 18 de agosto de 2011

[Gambiarristies] Tape-deck Evadin CTD-420


Prá começar esta postagem, vou fazer um parêntese. Acabei de digitar esse termo maluco aí no Google prá ver no que dava e nenhuma ocorrência. então, acho que inventei mesmo uma palavra =]

Enfim, vim aqui pra falar de um deck que comprei muito baratinho e chamo de "patinho feio" da coleção. É um modelo que não sei que ano foi fabricado, se é projeto brasileiro, nada mesmo. Pelo design, parece até mais antigo do que realmente imagino é - início dos aos 70. Meio estranho, mesmo. Mas aí é que está a diversão: Que som daria um deck desses?

Quando chegou, estava até que bem conservado. Ao abrir, surpresa: motor AC, simplicidade extrema. O tal motor AC é aquele tipo alimentado pela própria rede de energia elétrica, seja 127 ou 220V. E esse tal motor não tem ajuste fino de velocidade... Bom, de qualquer forma ele estava travado, queimado e teria que ser substituído. E onde diachos eu iria encontrar um motor desses?

Recondicionar o motor? Nada disso: Gambiarristy nele! =] A começar, ele estava com zumbido no som. Já que é prá mexer mesmo, comecei por tirar da sucata uma dessas fontes de 12V que era de um HD externo de PC. E arranquei o transformador original e a placa da fonte interna. Feito isso, recortei um pedaço de lata, soldei no chassis e parafusei ali um motor moderno, para 9V. Até aí, tudo OK, velocidade correta e estável mas.... o barulho do motor aparecia amplificado no som.

Nem tive dúvidas: achei também na sucata uma fontezinha de 9V para telefone sem fio e embuti também nele! Isso, claro, para alimentar excusivamente o motorzinho novo. Preguiça técnica, admito. Mas funcionou lindamente.

Só precisou depois disso uma boa limpeza, lubrificação, rolo pressor e cabeçotes novos. Mas... como é prá melhorar a coisa...

Todo tape deck, mais ou menos, tem ruído de fundo. Um "sopro", constante, enquanto a fita é reproduzida. Nos melhores aparelhos esse ruído chega a ser quase imperceptível e chega até a sumir em decks com Dolby redutor de ruído. Mas este não é o caso, é aparelho bem simples. Não tive dúvidas: Troquei alguns transistores originais por tipos mais modernos e portanto mais silenciosos. E daí, fim de papo. Só não sei onde guardei os knobs originais, então, tá aí com botões de outro aparelho que foi sucateado...

Penso que, ao final,  valeu bastante a pena: O som ficou bom, as teclas são deliciosamente macias de operar e é extremamente rápido para rebobinar a fita. Só não tem auto-stop. Nenhum, nem no play. Não falei que o aparelho é simples? =]

Abaixo, uma foto das adaptações todas e depois, um vídeozinho pra arrematar - e dar alguma ideia do som que ele é capaz de reproduzir.

E agora, o vídeo:



2 comentários:

  1. Que loucura! Tinhamos em casa um exatamente idêntico a este!

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  2. Legal, tinha um deste no final dos anos 70. Muito bom.

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