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Propaganda veiculada na revista VEJA em novembro de 1973 |
Já havia nessa época à venda as tais fitas cassete. Mas era o formato proposto apenas para gravação de voz ou "voice memos". Gravador de repórter, mesmo. Não havia qualidade sonora o suficiente para gravação de músicas. Mesmo assim, pelo formato compacto e conveniente, muita gente gravava nesses primeiros aparelhos cassete músicas e pronto. E conveniente porque ao invés de se usar um carretel aberto, as fitas cassete tinham formato em cartucho tornando muito fácil de operar e transportar.
Claro que os fabricantes de equipamentos de som notaram esse fenômeno e passaram a investir em aparelhos cassete com som estereofônico e melhor qualidade sonora que o cassete original. Os fabricantes de fita, por sua vez, passaram a investir em melhores fórmulas químicas para o revestimento magnético da fita e controle de qualidade.
Apesar disso tudo, o cassete ainda era um formato marginalizado pelos decks de rolo, por sua deficiência em qualidade sonora bem como por seu característico ruído de fundo.
Pois a TEAC resolveu "apelar". Produziu e lançou ao mercado este deck que mostro a você agora. Um aparelho que, em números e ao vivo, praticamente se igualava em qualidade sonora aos decks de rolo comuns - não aos melhores, é verdade, mas surpreendia - e ainda surpreende - pela qualidade sonora que consegue obter das fitas cassete.
Pois então, estava proposto o desafio: Que o audiófilo mostrasse quais a diferenças de sonoridade do A-450 para um deck de rolo. Foi o ponto de mudança. O tiro certeiro que tornou então a mídia cassete respeitada até mesmo pelos mais exigentes e a tornou um ícone pop, lembrado ainda hoje.
O TEAC A-450 era fabricado como um tanque de guerra, tudo superdimensionado, beirando ao exagero, mas tudo torneado com precisão surpreendente. E feito para durar e muito. Era caríssimo pra época e por isso o que já era raro, hoje em dia mais raro ainda.
As gambiarristies feitas nesse deck foram por conta do motor. O original é AC, sem ajuste de velocidade. O pior: foi usado com a correia patinando e desgastou a polia, quase impossibilitando restaurar a velocidade original. Como a ideia é ter mídia de intercâmbio, ou seja, que eu possa gravar fitas em um deck e ouvir em outro, parti para adaptar outro motor, mais moderno. Não que tenha sido uma melhoria, mas ao menos a adaptação é reversível. Abaixo, a fotos explicam melhor o que foi feito.
À esquerda, fonte de 12V para o motor. Base metálica recortada e soldada, para fixar o motor novo |
Vendo por cima, a aparência quase original |
E para não dizer que a diversão parou por aí, ele foi co-protagonista na baladinha do Clube do vinil. Taí a foto:
eu tenho um desse modelo,porem no estado para restauro,falta a tampa da fita e os knobs dos deslizantes!o resto ta inteiro!interessa compra ele pra vc? PAULO_STRONG@YAHOO.COM.BR
ResponderExcluirSe você fez toda esta modificação porque a polia estava desgastada, não seria melhor mandar um torneiro fazer outra polia na medida certa e assim manter o motor original? Eu já revisei alguns iguais a este.
ResponderExcluirParabéns pelos aparelhos!
Abraços
Voce ainda o tem? a correia menor, que não dá pra ver porque está embaixo dessa parte dedonda grande, tem como tirar uma foto pra eu ver?
ResponderExcluirai voce manda pra cezarino@gmail.com , por favor
ResponderExcluirEra Teac/CCE, foi posto no mercado pela CCE q ficava no Bairro de Fátima no centro da cidade do RJ.
ResponderExcluirTenho um A450 em ótimo estado, você faz a manutenção? Obrigado
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